Apresentação
procurando Verdades para hoje
fugindo das Certezas de ontem
- cabeça pesada; veja lá Longe:
o que esconde este Horizonte?
Rodrigo Gonzatto
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fugindo das Certezas de ontem
- cabeça pesada; veja lá Longe:
o que esconde este Horizonte?
Rodrigo Gonzatto
às 7.8.09 6 comentários Trackback
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nem mais, nem menos
o tempo que temos:
este instante
Rodrigo Gonzatto
às 31.7.09 3 comentários Trackback
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Não entendo.
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Linspector
às 31.7.09 4 comentários Trackback
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Me desarme com um sorriso
vem, me faz calar.
Só não mostre o paraíso
se não pode me levar...
Rodrigo Gonzatto
às 27.3.09 12 comentários Trackback
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o dia
começa com
o dia
Rodrigo Gonzatto
às 26.3.09 2 comentários Trackback
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verso
no verso
de uma folha
um verso
Rodrigo Gonzatto
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Poema que é bom
acaba zero a zero.
Acaba com.
Não como eu quero.
Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
veneno de letra,
bolero. Ou menos.
Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
e sozinho.
Paulo Leminski
às 24.3.09 1 comentários Trackback
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hoje
só quis
pensar em você
só fiz
pensar em você
só bis
pensar em você
pensar em você
Raul Pough
às 23.3.09 2 comentários Trackback
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noite inclinada
o carro de bombeiros
passa
luzes piscam azuis
vibra sirene acústico
cor ação
da janela: chama
distância fumaça?
a caso
trago-me lembrança
no aceso eixo do cigarro
Giuliano Quase
às 22.3.09 1 comentários Trackback
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aquele teu amigo poeta quer te comer
e você diz que não sabe de nada
o poetinha quer te comer
e você aí dizendo que não sabe do que eu tô falando
você acha que é só poesia
mas a verdade
é que o poeta está querendo algo mais
aquele poeta quer te comer
mas se ele não quiser,
tá aqui meu telefone.
Rodrigo Gonzatto
às 22.3.09 2 comentários Trackback
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beijar, eu quis
você não deixou, mas
querer, eu kiss
Raul Pough
às 22.3.09 3 comentários Trackback
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Copacabana
foi transformada num super gueto de capitalismo exacerbado. Um território, paralelo à Sarney e à Teófilo Moreira, um vácuo financeiro e industrial dominado por gigantescas empresas transnacionais, gigantescas empresas armamentistas brasileiras. Copacabana está repleta de telões, passando gigantescas imagens de tudo. Os habitantes do super gueto capitalista, no meio da vertigem audiovisual, costumam concentrar seu olhar no maior telão do mundo, onde passam ininterruptas imagens da mais bela e sofisticada das manequins, a manequim número um: Silvia Pfeiffer.
E o que sentem os habitantes de um super-gueto capitalista?
De tanto ver o mundo ser transformado em imagem, de tanto ver a vida ser transformada em show de realidade patrocinada, eles já não sabem o que é, e o que não é real. Não sabem se os seus sentimentos são seus mesmos ou se são ficção de personalidade. Bombardeados pelo delírio das ficções comerciais e não comerciais, eles vivem envolvidos com mundos que só existem no desejo. Para eles, o invisível já é uma coisa muito vulgar, o transcendental já é algo tão banal, devido às excessivas fotos, vídeos, filmes, sobre a anti-matéria, sobre os espectros microscópicos, devido às excessivas imagens divulgadoras do invisível.
E quando o invisível já é uma coisa muito vulgar, quando o transcendental já é algo tão banal, que emoção espiritual resta para os habitantes de um super gueto capitalista, cujos olhos estão magnetizados pela excessiva presença de gigantescos televisores?
A ultima emoção espiritual,
é a.... fascinação.
Fascinação por imagens cada vez mais artificiais, imagens que os façam pensar em mundos não humanos, em universos paralelos. E quem são as heroínas dessa fascinação espiritual? As manequins das revistas de moda mais sofisticadas. Incorpóreas ladies, garotas de fisionomia etérea, mestras da sedução calculada. No meio da vertigem audio-visual, os habitantes de um super gueto capitalista costumam concentrar seu olhar no rosto da mais bela e sofisticada das manequins: a manequim número um.
Mundos não humanos,
universos paralelos,
fascinação espiritual,
mundos que só existem no desejo.
Sílvia Pfeiffer
Fausto Fawcett
às 21.3.09 1 comentários Trackback
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Por afrontamento do desejo
insisto na maldade de escrever
mas não sei se a deusa sobe à superfície
ou apenas me castiga com seus uivos.
Da amurada deste barco
quero tanto os seios da sereia.
Ana C.
penso
fotologo
existo
Rodrigo Gonzatto
às 21.3.09 2 comentários Trackback
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per
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ter
-me
Diana Pilatti
às 2.2.09 4 comentários Trackback
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Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.
Marina Colasanti
às 2.2.09 4 comentários Trackback
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Brasil: terra da putaria
malícia, sexo, bunda e carnaval!
E o que mais você queria
de um país com nome de pau?
Wolf
Estava aguardando este resultado! Ele saiu, e que maravilha! Fiquei em 5º lugar no concurso internacional de Poetrix de 2008 ^^! Em 2007 já havia conseguido o 2º lugar com o poema Rio, o que me deixou muito feliz. Aqui está o poetrix:
às 2.12.08 3 comentários Trackback
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Você acha que não sabe escrever poesia, e por isso não é poeta/poetisa? Só poetas entendem poesia. Quem diz isso é Paulo Leminski:
às 10.10.08 5 comentários Trackback
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às 3.10.08 5 comentários Trackback
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